29 de maio de 2015

Adeus

Raramente uso esta palavra, é demasiado definitiva.
Pela primeira vez fui obrigada a dizê-la, nunca tinha perdido ninguém que me fosse tão chegada, tão próxima e tão querida.
Não sei se acredito na história do "ficam a olhar por nós", quero apenas que ela esteja melhor.
Adeus Tia Mendes.

14 de abril de 2015

Saudades

Dizem que esta palavra só existe em português.

Será que por isso, nós, os portugueses e as portuguesas, temos mais que os outros todos?

Será por isso que se abraça esta "dor", esta lembrança grata de alguém que está ausente, com um fulgor que parece que nos falta a força nas pernas?

Há um pesar e mágoa causados pela privação, que me faz suspirar e ter o coração apertadinho.

Há saudades e saudades, há amor e amor.
E aqui falo apenas do sentir falta de alguém, de pessoa, de pessoas!

Sei que eu tenho saudades, e o primeiro dia é sempre o mais complicado, depois há momentos altos e momentos baixos, até ao rever, ao re-estar, ao re-tocar.

Aperta aqui dentro...
Tanto, que chove.

13 de janeiro de 2015

Eu não o diria melhor!

do blog: http://asnovenomeublogue.clix.pt/

"Descobrir os pontos de referência da nossa geografia emocional. Achar o norte. Saber que direcção tomar. Ter a coragem de arriscar. Sair da zona de conforto, pensar fora da caixa, deixar de lado o «porquê?» e aprender o «porque não?», alinhar sonhos, definir objectivos, avançar. Sempre em frente. Não ter medo da voz da ambição e dar-lhe realismo, terra, raízes, pés (bem) assentes no chão. Depois, uma boa dose de humildade, as mais valias do caminho percorrido, da curva da aprendizagem, de todos os “não” que levámos na cara, da enorme gratidão pelos “sim”, por quem em nós confiou, pelo nosso entusiasmo e pela conjugação, mesmo que imperfeita, do verbo somar. Haverá sempre o dia em que «independentemente do tamanho dos apertos, nós aprendemos a criar espaço.»"


2 de janeiro de 2015

Sem filtros.

Depois de festas e feriados e fins de semana, que me deram duas semanas imparáveis de atividade, chego hoje, sexta-feira que mais parece segunda, a esta hora, à conclusão meio espantada, de que afinal amanhã é sábado!
Dois dias em casa! Para descansar. Mesmo descansar.
A pipoca está doentinha e não pode apanhar frio: ficar em casa!

O natal este ano foi novidade, passei em casa de uma família que não é minha (diretamente pelo menos!) e foi o máximo!
Pela primeira vez experimentei a saída noturna em Grândola nesta noite. Há anos que ouvia falar bem, que era brutal e mais não sei o quê...
Confirma-se! Realmente é brutal! Tem um não sei quê de consoada alcoólica, é verdade... mas muito boa a noite! Divertida sem dúvida!

Um jantar de primos e tio Zé na noite de 30, fantástico!!! (que me arrumou completamente e deu numa passagem de ano ressacada e muito soft! - já se adivinhava). Que noite boa e divertida.
Um frio de rachar, mas Lisboa estendeu-se aos nossos pés e não havia quem nos parasse!
Até as "Poderosas" dançámos no "Cantinho do Prazer" da Rua Rosa - linda esta frase!!!!

Mas depois veio a noite do revelhão... que se demonstrou uma verdadeira batalha para mim (manter-me em pé!). E por isto foi calminha e soft e às 3h00 já estava deitada.
(A idade não perdoa a falta de descanso, e duas (noitadas) de seguida já é abuso!)

Mas no meio disto tudo, deste reboliço, por obrigação consigo parar, e agora refletir sobre as coisas que me rodeiam, as pessoas, os sentimentos.
Não vou espelhar tudo gratuitamente aqui, porque não seria correto.
Falta de coragem? Não! Tenho chá! Sou uma lady! E não abro a boca (ou solto os dedos) para desbocar merdas que me interessam só a mim e não deverão estar num blog que é público!

Aconteceram coisas, muitas coisas, nos últimos tempos. Os últimos... vá... dois meses, foram de descobertas pessoais.
Mas o melhor de tudo? Tornei-me uma pessoa melhor!
Sinto isso sinceramente.
Sinto-me viva. O instinto de sobrevivência está aos gritos dentro de mim. Mas isto não significa que estou fechada ao mundo, nada disso. É exatamente o contrário. Aqui exige-me que eu viva. Não me limite a existir.
Mas que viva serenamente, com a cabeça entre as orelhas.
Que viva cada dia como se fosse o primeiro (e não como último! Isto para mim nunca fez muito sentido... se é o último qual é a piada?).
Houve quem me falhou, houve quem me "realizou". E estes últimos ganharam por 10-0!
Sou feliz. Tenho uma vida boa. Rodeada de gente boa! De boa gente!

Resoluções de ano novo não as tenho, nada de extraordinário.
Não decidi deixar de fumar, nem perder peso, nem fazer mais desporto, nem deixar de beber, nem nada do género...
Vai continuar tudo como está!
Mas decidi outras coisas...

Decidi que vou continuar a fazer tudo para ver a minha filha sorrir e ser feliz.
Decidi que vou continuar a aceitar as pessoas como são e com as escolhas que elas fazem.
Decidi que vou continuar a agradecer quando me dão alguma coisa, tempo principalmente, quando me dão um pouco do seu tempo, sou uma sortuda, porque o tempo que damos a alguém não o reavemos, e se mo dão, é porque gostam de mim.
Decidi que vou continuar a confiar nas pessoas, mesmo que me falhem.
Decidi que vou continuar a não ser rancorosa, não tenho tempo para isso!
Decidi que vou continuar a dar o meu tempo às minhas pessoas, porque gosto delas.
Decidi que vou continuar a dar o meu melhor para ver as minhas pessoas felizes.
Decidi que quero fazer uma viagem.
Decidi que vou continuar a correr e a fazer crossfit (e quem sabe começar a gostar dos malfadados burpees!).
Decidi que vou continuar a fazer jantaradas com os amigos, onde comemos e bebemos e dizemos disparates e verdades e rimos muito!
Decidi que quero realizar-me ainda mais no meu trabalho.
Decidi que descobri quem sou e o que sou.
Decidi que vou continuar a gostar de mim.
Decidi dizer mais vezes: gosto de ti! Às minhas pessoas!

Que este ano seja bom. Que as coisas boas sejam mais que as más. Porque estas vão haver! De certeza.
Se não houvesse o mau, o bom não tinha o mesmo valor!
Que este ano seja maioritariamente bom!

Beijinhos às minhas pessoas. Gosto de vocês.
Sem filtros!



27 de dezembro de 2014

Camadas da Márcia no Casulo

Não fiz camadas no meu Ser só para ti 
Nem escolho no meu espaço o que há a mais 
Ou qual o mais profundo sentimento que há em mim 

Via em cada passo dúbio que tu dás 
os meus ficando mudos de ir atrás. 
E a par do mundo o movimento segue, enfim. 

Se de um porto não passa 
Não esperem que eu lhe faça 
Ancoras no meu Ser. 

Que o que move uma moça 
São os sonhos de criança 
Que a Terra ainda não comeu.

Estas três frases culminam num hoje e num agora e num amanha!
Os meus sonhos são de moça! De criança. E nascem novos sonhos todos os dias.


24 de novembro de 2014

Segunda-feira, porquê?

As segundas-feiras carregam em si a cruz de serem más e a fama não é só fama, muitas vezes tem o seu proveito!
E hoje, é uma dessas!
Sei que provavelmente vimos mais sensíveis porque terminaram dois dias de descanso (ou não!) e das últimas coisas que queremos é que hajam lombas no primeiro dia de uma semana de trabalho.
Mas hoje, é uma daquelas!
Parece-me que impera aqui uma necessidade extrema de olhar para o lado positivo que as coisas podem ter e agarrá-lo com unhas e dentes.
Claro que ser acordada às 5h30 da manhã, para não mais dormir, mesmo que pela menina mais linda do mundo... tem o seu quê de positividade!
Solução? Hoje adormeceremos à mesma hora - para conseguir repor as horas não dormidas de hoje.
Foge que isto hoje está mesmo blharc... nem as palavras saem como deve ser!

14 de novembro de 2014

A minha vida é normal!

A minha vida é normal... tão normal que hoje bati com a carrinha numa árvore, por que na minha mania de boa cidadã, quando estaciono, estava a tentar deixar um espaço porreiro para a dona do carro do lado, entrar na boa no seu carro.
Esqueci-me de olhar para trás (estaciono quase sempre de marcha-atrás), e havia uma árvore, de certeza bem mais velha que eu, que faz uma curva no seu tronco, para dentro do estacionamento.
A minha carrinha é alta, então: pumba, com toda a força!
Porta amolgada (mas abre) e vidro estilhaçado!
Mais normal que isto não há, pois não?
(disse todos os palavrões que me lembrei acho que ainda inventei uns pelo caminho!)
Foda-se!

30 de outubro de 2014

Fiz 36 anos


Fiz, 36 anos. Podia dizer que passaram depressa, mas não... acho que demoraram o seu tempo. Houve coisas rápidas demais e outras que foram longas demais.
Não consigo dissertar aqui, com grandes filosofias sobre uma vida sábia e bla blá blá...
Diverti-me muito, tenho uma filha que é o máximo, tenho grandes amigas e grandes amigos, uma família louca o suficiente para não enjoar, tenho duvidas e tenho certezas, há coisas que gostava de mudar em mim, e às vezes até consigo, outras vezes cago e: sou assim!
Este ano, o meu 28 de outubro, que é um dia pelo qual tenho um gosto especial, já que faço anos e montes de gente se lembra de mim e me manda felicitações (obrigada FB!), foi um dia CHEIO!
A Pilar, na noite de 27, puxou-me pela mão: Ó-ó mãe. E levou-me para o quarto dela, para a cama dela e adormeceu lá. 1ª vez! O melhor presente de aniversário que eu podia pedir! (Depois acordou ainda não eram 5 da manhã... enfim, não se pode ter tudo. Assim o Meu dia até foi mais comprido e tudo!)
Estava um pardal dentro de casa que depois de duas portas abertas e alguns "xô vai para ali!", lá voou porta fora.
Fazer umas compras ao Sr. Vitorio de material que fazia falta para o Estúdio Jovem e ir para o trabalho.
De fugida, fui ver a minha tia Mendes ao lar, que já teve alta deste SUSTO!
Almoçar com o pai.
Tarde cheia de gente e de atividades e de tarefas no Estúdio.
Fim de tarde com a "arranca pêlos" da Rita.
Umas lambretas no Toni e jantar com a mãe, a Pilar, o Duarte e a Raquel. Família de Grândola!
Recebi mimos também... prendinhas! ;)

Dia 29 acordamos e temos que seguir para isto:



Um dia no Hospital S. Bernardo: Crise de Bronquite. Está em franca recuperação.
As brincadeiras dentro de casa, fechadas as duas:




A minha vida é normal. Que mais posso pedir?

14 de outubro de 2014

Primeiro dia na creche

Acho que ansiedade não foi nem próxima daquilo que eu imaginava ir ter.
Pensei que ia ficar toda tremeliques e chorosa, como oiço as outras mães contar.
Mas nada disso, a tranquilidade que a Pilar tem, também vem de mim e descubro que a tenho nestes momentos!

No fim de semana fomos juntas comprar o material para a creche (escolar e de higiene) e cortar o cabelo (não se podem levar ganchos - percebo bem! - ainda não há uma semana a Pilar tentou engolir um gancho...).


Esta última noite antes da creche dormimos juntas, também porque eu estava estafada e adormeci com ela (ficaram luzes ligadas a noite toda...).
Ficaram, claro, algumas coisas para terminar de preparar para o grande dia, que tiveram que ser feitas na segunda-feira de manhã, meio a correr, para não chegar atrasada logo no primeiro dia!
Os banhos (dela e meu), confirmar o material pedido, arranjar a roupa bonita (mas não demais!) para vestir no primeiro dia... enfim, the usual stuff!
E ela do mais animado que pode haver!


Cesta preparada, tudo no carro, mais a pipoca.
Chegámos à creche, entrou sozinha, a pé (nada de colos que o espaço é dela!).
Na sala já estavam alguns dos colegas e a recepção pela (que ao fim do dia era já) Tia Joana, foi feita com uma fatia de pão!
E pronto: feito! Uma fatia de pão resolve muita coisa na vida da Pilar.
Ficou na boa!
Liguei a seguir ao almoço: Almoçou lindamente.
Vamos arriscar a sesta: Dormiu a sesta toda!
Lanchou e fui buscá-la. Levou-me à sala para mostrar tudo: a mesa e as cadeiras, os brinquedos.
Que orgulho!

My girl rock's! \m/

Hoje, novo receio, já não era novidade... será que vai ficar outra vez, sem choros?
Entrou e nem olhou para trás, foi para o lugar que ela escolheu como dela e sentou-se à espera do pão!


Qualquer dia está a pedir-me para sair ao fim-de-semana...

29 de setembro de 2014

The storm: we will dance as it breaks!

Parece que há coisas que nos abalam e nos derrubam e outras que nos abalam e nos atiram para a frente.
... bem vou deixar-me de merdas e falar em nome próprio, afinal, o blog é meu e sou só eu que escrevo nele!
Há coisas que me abalam e me derrubam, arranham-me os joelhos e os cotovelos e eu acabo por me levantar. Escalavrada, mas levanto-me!
Há coisas que me abalam, e me empurram para a frente. Aprendizagem. Parece-me a forma mais correta de descrever estas pequenas tempestades que me vão assolando.
Há uma música que oiço, que fala de tempestades, e me faz sentir melhor, apesar da letra ser mais descendente, eu sinto-a ao contrário!
Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa.
Cada um sente como quer!


Há dias felizes. Alegres.
Hoje tive uma agradável surpresa que me deixou toda orgulhosa!
Pediram-me para usar um texto meu, aqui deste mesmo blog, onde descrevo muito resumidamente (porque seriam mesmo necessárias várias páginas para mostrar a riqueza que aquela pequena aldeia tem), a terra dos meus avós, da minha mãe e também um pouco minha: S. José das Matas.
Pessoas que muito melhor que eu conhecem e viveram aquela terra a gostar da minhao pequena visão!
Obrigada.

8 de setembro de 2014

OMFG

E fui ao 4º festival, há 14 anos que não pisava aquele chão.
Que paródia! Um grupo improvável, mas que se revelou perfeito para tal rambóia!
Ai Sudoeste... ao que nos levas!
E pouco depois foi a Feria de Agosto e agora é esperar pelo Natal!
(com um casamento pelo meio para não perder a força que ganhei e o andamento para festas e ainda assim continuar a ser mãe a tempo (quase) inteiro!
A minha pipoca cresce a olhos vistos e está cheia de piadinhas e gracinhas.
É a miúda mais gira do mundo e arredores!
A menina dos meus olhos!

30 de julho de 2014

62 dias

Passaram 62 dias desde que escrevi pela última vez. Que escrevi aqui!
62 dias que davam para encher 62 semanas!
Muito trabalho, muita festa.
Quase sem querer (porque no fundo até quero!) fui a 3 festivais, acompanhada pelas melhores pessoas, e já marcamos uma ida ao quarto festival.
Sinto-me com 20 anos outra vez.
Mas hoje ao fazer as contas e perceber que já são 14 anos de licenciada, sinto-me estranha.
Além das dores estúpidas que tenho no corpo graças a duas aulas de crossfit (nunca sentar e e levantar foram tarefas tão dolorosas!), sinto-me estranha, esquisita.
Um misto de tristeza com nostalgia, com saudades, com vontade de rebentar.
Aconteceram merdas sem explicação e merdas que precisam de explicação.
Coisas que nem sei se me apetece perceber.
A última semana dava um livro...
Desde ratos, baratas e peixe-aranha a dúvidas e desconfianças, vergonhas e desilusões.
Olha, foda-se! É o que tenho a dizer.
Respiro fundo e espero que o dia de amanhã seja melhor.
Porque hoje? Vou fazer outra aula de crossfit e levar mais porrada, porque me sabe bem a dor!

22 de maio de 2014

Charlotte

Estou eu num dia dia de trabalho que parece que não acaba... À espera das seis da tarde!
Fui comprar uma roupinha nova para a Pilar levar ao almoço de família mas a caramela está grande e a blusa que escolhi não lhe cabe nos braços. Não há o número acima...
Resultado: amanhã vou tentar arranjar e alargar para lhe ficar boa, porque ela fica tão gira!!!!
Recebo uma mensagem para uma festa de anos surpresa as 18:00. Eu digo tudo bem, vou chegar mais tarde mas apareço! E apareci. Só eu e a Rita... Mando mensagem a saber se me tinha enganado no sítio? AH não.... É amanha! Não me disseram o dia! Aiiiii...
Pronto! Bebemos uma imperial e recebi uma chamada, da sister Raquel...
Precisa de mimo! Olha: também eu! Calha bem!!!!
Bora lá beber mais uma!!!
Conversa fora, mudamos de mesa, de bar, petiscamos e bebemos umas mais.
Conversa para aqui, trabalho e pessoa, conversa para ali, expectativas e desilusões, conversa para a esquerda, frustrações e sucessos, conversa para a direita, marca-se jantar com as fofinhas e pronto vamos para casa.
Chego a casa o Daime fugiu... Volto a sair e vou buscá-lo ao sítio do costume: ao pé do tribunal!!!! Amor...
Chego a casa e o sacana foge novamente... Após meia hora de "anda cá", "toma o biscoito" e enganá-lo com a porta do carro aberta, finalmente consigo pô-lo em casa!
Fechei todos os possíveis buracos do quintal com as fantásticas abraçadeiras de serrilha (aplausos para quem inventou!!!!) e pronto!!!!
Xixi - cama!
A Charlotte está de volta!!!

21 de maio de 2014

Ele há coisas...


Comecei a correr há uns três meses atrás. Achava que odiava, mas depois de um fim de semana a conversar sobre isso e perceber que aulas de fitness que ia começaram a ficar caras para a minha carteira, decidi experimentar. É grátis, não tem horários fixos e exige uma disciplina pessoal que eu não tinha.
Resultado: adoro correr!
Enquanto corro, passo tudo (na cabeça) a pente fino, estes pensamentos distraem-me enquanto ando por ali... a correr!
As cenas que aconteceram, que poderiam ter acontecido, o que poderá ainda acontecer, o que eu gostaria que acontecesse.
Sou gaja, miúda, mulher e mãe. Transporto em mim uma carrada de sentimentos e pensamentos e desejos: realizáveis, palpáveis, possíveis e impossíveis (muito difíceis pelo menos!), capazes de me fazer mais ou menos, muito ou só feliz.
Mas a vida, cada vez mais me convenço disso, é um jogo de meias palavras, meias ações, de quase coisas. Parece que temos todos que ser bons entendedores.
Mas às vezes não apetece ser boa entendedora, apetece que nos digam tudo, apetece dizer tudo, como apetecer dizer, dessa forma exata que estamos a sentir, com a loucura, o grito, o choro, a calma, a surdina, que estamos a sentir.
Imagino que me sai o Euromilhões e resolvo logo o monte de coisas que faria com o dinheiro.
Torço para que a minha filha cresça saudável e feliz.
Penso nas minhas pessoas e nas coisas boas que me dão.
Enfim, além de fazer bem ao corpo, está a fazer-me bem à alma e ao coração!

19 de maio de 2014

Keep Calm and enjoy the week of work!

Ufa! Que fim de semana...
Triplete para o Benfica e para mim: três noites de folia!!!!
Agora é altura de assentar arraiais que ainda nem chegou o Verão!
Semana de trabalho para estar bem calminha e repor energias!
Correr, comer bem, beber muita água e dormir muito!

Desabafo aqui que ninguém me ouve!
A idade não se sente na cabeça e não se sente no corpo... apetece sair, dançar, estar com as amigas e amigos, conversar, conhecer gente nova! O calor tem destas coisas: pouca roupa e pés descalços.
Há uma divisão aqui dentro, a fronteira entre estas duas aldeias que aqui tenho dentro de mim é ténue, mas concreta e as duas habitantes, uma diaba e uma anja, já acertaram a conversa e dizem que está na altura da diaba dormir! ;o)

16 de maio de 2014

Morder os dentes

Ontem tinha na minha cabeça páginas de texto para pôr aqui... pensei e repensei e acabei por não pôr nada!
Ontem foi um dia tramado, tive que olhar muitas vezes para o pulso esquerdo para não me esquecer...

Sorri: tens uma filha linda e saudável, trabalho, uma vida até boazita, amigos.
Nem me sentia mal por voltar ao trabalho após duas semanas e meia de férias, com um tempo fantástico, praia quase todos os dias, festas pelo meio, alegrias, noites brutais e tudo o mais...
Mas há aqueles dias... que sem explicação, por dentro, mói e rói, qualquer coisa, que me faz querer esmurrar: alguém!... ou algo!
Apetecia-me pôr cá para fora alguma coisa que não posso por inconveniências... por poder ferir susceptibilidades, ou outras partes! Ou abusar, ou ser certinha e correta e adulta e tudo e tudo e tudo!
Enfim... cada vez mais acho que os malucos têm sorte por poderem dizer tudo... como os malucos!
Às vezes penso: a idade é um estatuto e por isso já o posso fazer (dizer o que me apetece)... mas não é, não a minha idade! Porque pelo que parece ainda há muita gente que me toma por criança!
Ora vamos lá acertar agulhas... hoje é sexta: vou à confraria e beber umas minis!
Está de chuva e não ajuda nada a este rolo interno!
Amanhã é outro dia... Sábado!
Ah e mais uma coisa: Foda-se Puta Que Pariu!
Estou melhor! ;o)

18 de abril de 2014

S. José das Matas


Freguesia dos Envendos.
Concelho de Mação.
Aldeia na ponta de uma estrada. Para se sair volta-se para trás ou apanha-se o comboio lá em baixo, junto ao Tejo, na estação da Barca da Amieira.
Tenho recordações desta terra que enchiam aqui páginas e páginas!
Desde os verões aqui passados quando gaiata com o primo João Pedro, à fase da adolescência em que a festa da terra fazia parte da agenda e nos juntávamos quase todos os primos para vir ao baile com quermesse, procissão, leilão de bolos, frango assado e carradas de rosmaninho. Para quem não tem olfato (que é o meu caso), consigo relembrar o cheiro.
As pessoas daqui: puras, loucamente puras. Ao fim e ao cabo éramos todos primos! A aldeia é mesmo pequena!
Raras as vezes que não passei o Natal aqui.
Quando éramos pequenos inventávamos teatros e danças que apresentávamos a família depois de jantar.
Banhos de verão na Ribeira D'Eiras.
Não havia muito para fazer.
Com o crescer os apeteceres eram outros, tardes de matraquilhos, snooker e minis!
Beber litrosas à noite à porta da igreja.
Jogar jogos e contar anedotas até doer a barriga de tanto rir.
Lembro-me da Vera, do Nelson, do Bigodes, do Hugo, do Vidrinhos, da Sara, do Mário... E outros que ja não consigo dizer o nome... Porque não os vejo há anos!
A casa dos avós que ja não é o que foi, fizeram-se obras há uns 15 anos atrás, para acabar com as madeiras, os ratos e as osgas!
A casa dos avós que é a casa de nós todos, onde brincamos vezes sem conta, crescemos, comemos e bebemos, fizemos festas temáticas e festas de aniversário, festas de Natal e de Páscoa.
Onde o Tejo é estreito e o calor do verão se vê a sair da terra das estradas daqui.
Onde se fala parecido com o açoreano.
Onde não há multibanco nem bomba de combustível, mas há 3 cafés.
Como qualquer terra pequena a devoção ao santo e a deus é grande.
As festas são religiosas.
Mas não se sente.
Sente-se sim que estamos em casa, na "terra".
A terra dos avós!

10 de abril de 2014

11 horas de passeio


Primeira viagem de hoje com aproximadamente 3 horas, sentada num autocarro até algo confortável, volto aos passeios com grupos, as visitas do Estúdio Jovem, com quase 30 miúdos, maior parte na pre-adolescência, sabedores da vida e do mundo, aos olhos deles sou uma cota fixe.
Uma cota! Já senti isso, do outro lado
, quando tinha a idade deles, quando tinha 10/12 anos achava que quem tinha mais de 30 eram velhos... Ignorância!!!!
Verdade que os 30 são os novos 20 e por ai fora, apesar de não sentir que tenho 25, não sinto com toda a certeza a velhice que imaginava aos 12, que alguém com a minha idade ia ter.
As conversas não são profundas, há toda a praticidade que a tenra idade obriga. Joga-se a uma espécie de Stop, riem-se de afirmações como "Lisboa é uma cidade"...
A liberdade de ser miúdo! Saudades!
Pena de não ter valorizado esses tempos como eles mereciam... E agora sou adulta, pago as minhas contas, sou mãe.
Sou uma cota fixe... Pelo menos para estes miúdos!

1 de abril de 2014

Há males que vêm por bem!

Depois de um mês de trabalho intenso, cheio e recheado, no ultimo dia optei por, para continuar com a minha linha de participar em todas as atividades que organizamos, fazer uma aula de uma coisa chamada cross training. 
Era o ultimo dia do Mês da Juventude, a adrenalina lá em cima, os nervos à flor da pele.
Nada melhor que uma aula de "ginastica" par libertar coisas...
Uma sova de porrada!
Mas as dores: essas sabem bem, as ultimas que ainda hoje restam, e hoje é terça!, ainda sabem bem!
Saudades das aulas de Fitness...
Sabem tão bem, ao corpo e à mente... E à alma!